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Uso seguro do mercúrio na mineração de ouro

  • há 1 dia
  • 8 min de leitura

Muita gente ainda associa o mercúrio na mineração de ouro a rios contaminados e danos ao meio ambiente. Mas nos garimpos legais, a história é outra. O mercúrio deve ser usado de forma controlada, recuperado e reutilizado, reduzindo ao máximo qualquer impacto.


Na D’GOLD DTVM, só compramos ouro de cooperativas e garimpos legalizados que seguem regras claras de segurança ambiental. 


Neste artigo, explicamos de forma simples e direta o que é permitido e o que é proibido no uso de mercúrio. Vamos mostrar os processos, separar mitos de verdades e contar como profissionais dedicados vêm ensinando boas práticas há décadas. Tudo para você entender que comprar ouro físico de origem rastreável é uma escolha que ajuda a preservar o planeta.


Por que o mercúrio ainda é usado na extração de ouro?


O mercúrio é um metal que “gruda” no ouro. Ele ajuda a separar as partículas finas de ouro do cascalho, da areia ou da argila depois da lavagem. Isso é comum nos garimpos de baixão (ouro aluvionar) e nos garimpos de draga (no leito de rio).


Nos garimpos de baixão, o processo começa com a abertura da área, retirada do material estéril e escavação do cascalho aurífero. Depois vem a seleção, transporte, peneiramento e lavagem em calhas ou carpetes. O mercúrio entra só na etapa final de concentração gravimétrica, quando é preciso capturar o ouro fino.


Nos garimpos de draga, a sucção de sedimentos do rio leva o material para a embarcação, onde passa por classificação, lavagem e concentração. Novamente, o mercúrio é usado apenas na fase de retenção do ouro.


Já nos garimpos de filão (ouro na rocha), o mercúrio também é utilizado, porém somente na etapa final de separação do ouro. Assim como nos outros tipos de garimpo, ele é aplicado de forma controlada e em área separada. O processo envolve perfuração da rocha, desmonte, britagem, moagem e, por fim, a concentração gravimétrica, que pode ser feita tanto com mesas vibratórias ou centrífugas quanto com mercúrio, dependendo da necessidade da operação.


Por isso, o uso do mercúrio depende do tipo de garimpo e acontece sempre apenas na etapa final de concentração do ouro fino, em locais específicos e isolados, longe da natureza. Ele não é usado em larga escala, mas de forma controlada e pontual, justamente para evitar qualquer risco de acidente ou contaminação, garantindo a segurança do trabalhador e a proteção do meio ambiente.


Como funciona o uso seguro do mercúrio nos garimpos legais?


Nos garimpos que fornecem ouro para a D’GOLD DTVM, o processo é feito com controle e responsabilidade. O processo segue estes passos simples:


  1. Aplicação controlada: o mercúrio é colocado apenas sobre o concentrado já lavado, sempre com o uso de EPI. Nunca é jogado no rio, no solo ou espalhado sem necessidade.

  2. Formação do amálgama: o mercúrio se une ao ouro, criando uma pasta densa que separa facilmente o metal precioso do resto do material.

  3. Queima em retorta: a pasta vai para um equipamento chamado retorta. O calor faz o mercúrio evaporar de forma controlada, ele se condensa de volta em líquido dentro do próprio equipamento e é recolhido. O ouro fica separado e pronto para fundição. A grande vantagem da retorta é que nenhum vapor químico é solto na atmosfera, protegendo o meio ambiente e a saúde dos garimpeiros.

  4. Reutilização: o mercúrio recuperado na retorta é guardado com segurança e passa pelo processo de reativação, que permite que ele seja utilizado novamente com a mesma qualidade. Isso diminui significativamente o consumo de mercúrio novo, gera economia para o garimpeiro e evita qualquer perda ou descarte no meio ambiente.


Esses cuidados fazem parte das normas ambientais exigidas nos garimpos legalizados. A D’GOLD DTVM tem grande preocupação com essa questão e só trabalha com cooperativas e garimpos que seguem rigorosamente todas essas práticas de segurança. Nós verificamos atentamente o uso correto do mercúrio, com aplicação controlada, EPI, retorta e reativação, para garantir que o metal não cause impacto nos rios, no solo e na saúde dos garimpeiros.


O pioneirismo de Dirceu Santos Frederico Sobrinho no uso responsável do mercúrio


Há mais de 40 anos, Dirceu Santos Frederico Sobrinho trabalha no setor do ouro com o objetivo de equilibrar produção, meio ambiente e condições dignas para os garimpeiros. Desde 1993, ele criou a primeira cartilha em formato de gibi para ensinar o garimpo sustentável, com foco principal no uso correto do mercúrio e na preservação ambiental.


Em 1992, fundou a Associação dos Mineradores de Ouro do Tapajós (AMOT) e organizou a entrega das primeiras permissões de lavra garimpeira. Junto com o apoio do Governo do Pará e da Comunidade Europeia, produziu cartilhas que ensinavam os garimpeiros a manusear o mercúrio com segurança, recuperar e reciclar o material.


Anos depois, como Secretário Municipal de Mineração e Meio Ambiente de Itaituba (PA), em 2002 e 2006, ele lançou o projeto “Cuide do seu Tesouro”. Com a participação da UNIDO (órgão da ONU), mais de 4 mil pessoas foram treinadas em cuidados com a saúde, preservação do meio ambiente e, principalmente, na utilização correta do mercúrio, incluindo reativação e reciclagem com retortas.


Em 2008, já em São Paulo, Dirceu produziu novas cartilhas e distribuiu para os compradores de ouro, para que o conhecimento chegasse direto aos garimpeiros da região de origem do material. Como presidente da ANORO entre 2014 e 2022, continuou promovendo filmes educativos, cartilhas e boas práticas ambientais.


Hoje, como CEO da D’GOLD DTVM, ele leva essa mesma visão para a empresa: só comprar ouro de operações que seguem esses padrões de responsabilidade. 


O trabalho de Dirceu Santos Frederico Sobrinho demonstra na prática que é possível usar o mercúrio na mineração sem contaminar a natureza. Ao longo de mais de três décadas, ele vem ensinando o uso correto do equipamento de proteção individual (EPI), a queima controlada em retorta, que impede a liberação de vapores na atmosfera, e a reativação do mercúrio para que ele seja reciclado e reutilizado diversas vezes, recuperando mais de 99% do material utilizado.


Hoje, a D’GOLD dá continuidade a esse legado por meio de aulas educativas, entrega de maletas/kits completos de reativação e reciclagem para os garimpeiros parceiros, além de materiais didáticos que orientam todo o processo de forma segura e responsável.


Mitos e verdades sobre o uso de mercúrio na mineração


Vamos acabar com algumas ideias erradas que circulam por aí:


  • Mito: Todos os garimpeiros jogam mercúrio nos rios. Verdade: O garimpeiro legal nunca descarta o mercúrio no meio ambiente. Ele sabe que o mercúrio é prejudicial à saúde e ao meio ambiente, além de ter um alto custo. Por isso, utiliza sempre a retorta para recuperação, faz a reativação e mantém todo o processo em circuito fechado, reutilizando o mesmo mercúrio várias vezes e recuperando mais de 99% do material.

  • Mito: O mercúrio sempre causa contaminação na natureza. Verdade: Quando usado com controle, aplicação certa e recuperação em retorta, o risco é mínimo. Os projetos educativos de Dirceu Santos Frederico Sobrinho, como as cartilhas e o treinamento com a ONU, os vídeos no site, YouTube e redes sociais, ensinaram milhares de garimpeiros a fazer exatamente isso.

  • Mito: O garimpo legal não se preocupa com o meio ambiente. Verdade: As cooperativas que vendem para a D’GOLD seguem todas as normas de segurança e meio ambiente. Elas usam GTO (Guia de Transporte do Ouro), possuem licenças válidas e recebem visitas regulares de verificação. Isso garante que o mercúrio seja usado de forma correta, com EPI, circuito isolado, retorta e reativação.


Esses mitos surgem da confusão entre garimpo legal e ilegal. A realidade nos garimpos responsáveis é de controle, educação e recuperação.


O que a lei permite e o que proíbe no uso de mercúrio?


A legislação brasileira é bem clara para proteger o ambiente e as pessoas:


O que é permitido nos garimpos legais


  • Uso controlado apenas na concentração final do ouro fino.

  • Recuperação obrigatória do mercúrio com retortas ou equipamentos semelhantes.

  • Reutilização do mercúrio recuperado.

  • Registro completo da operação, nota fiscal e documentos de origem.


O que é proibido


  • Descarte direto no solo, rios, lagos ou qualquer corpo d’água.

  • Uso sem recuperação ou sem equipamentos de controle.

  • Operação sem licenças ambientais e minerárias válidas.

  • Qualquer prática que gere contaminação ou risco à saúde dos trabalhadores e comunidades.


A D’GOLD DTVM aplica a Prevenção à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento do Terrorismo (PLD-FTP) em todas as etapas, incluindo o “Conheça Sua Lavra Mineral” (KYM). Isso significa verificar a origem, as licenças e a regularidade de cada lote antes de comprar.


Rastreabilidade: da lavra até o ouro físico que chega até você


O ouro que chega à D’GOLD DTVM passa pela Guia de Transporte do Ouro (GTO). O garimpeiro registra a geolocalização, a quantidade extraída e os documentos da área. A empresa faz visitas frequentes para confirmar que as práticas, incluindo o uso de retortas, estão corretas.


Depois da compra, o material bruto é transportado para a refinaria MARSAM, em São Paulo. O cliente recebe o ouro físico real, com nota fiscal e total transparência.


Reativação e reciclagem do mercúrio: como recuperar, reutilizar e proteger o meio ambiente


Depois de usar o mercúrio na concentração do ouro, chega o momento mais importante: a recuperação e a reativação. Na D’GOLD, entregamos kits completos de reciclagem para os garimpeiros parceiros, com todos os materiais e instruções necessárias para reativar o mercúrio de forma simples, segura e eficiente.


O processo começa já na lavagem. Todo o circuito onde o mercúrio é usado deve ser isolado, nada de contato direto com o igarapé ou o solo. Os garimpeiros trabalham com EPI completo (luvas, máscaras e botas de borracha) e batem o material rico dentro de uma piscina de alvenaria ou forrada com lona impermeável. Isso cria um sistema fechado que impede qualquer vazamento.


Após formar o amálgama, a queima acontece na retorta bem vedada. O cano deve ficar mergulhado no fundo de um copo com água e o fogo deve ser médio, para evitar evaporação excessiva. Com isso, o mercúrio se condensa, é recolhido puro e o ouro sai limpo e pronto para fundição.


A reativação (reciclagem) é o passo seguinte e muito fácil. Coloque água e sal no pote de vidro (cerca de 10% de sal em relação ao peso do mercúrio). Despeje o mercúrio usado. Use uma bateria comum, dois fios de cobre, uma haste de grafite e papel absorvente. Um fio encosta no mercúrio e o outro, com o grafite, fica na solução salina sem tocar no mercúrio. Em apenas 20 minutos a solução fica turva e o mercúrio é reativado. Basta retirar o excesso de água, secar com papel absorvente e ele está pronto para ser usado novamente.


Com os kits que entregamos, o garimpeiro evita comprar mercúrio novo o tempo todo, economiza recursos e mantém um circuito limpo do início ao fim. Além da economia, o maior ganho é ambiental e de saúde: o mercúrio não contamina o solo, os rios, as plantas nem os animais, e o garimpeiro se protege de riscos como problemas neurológicos.


Essa prática responsável faz parte do dia a dia das cooperativas que trabalham com a D’GOLD DTVM e mostra na prática que é possível extrair ouro de forma consciente, cumprindo as leis ambientais e cuidando do futuro das comunidades garimpeiras.


Os benefícios reais da recuperação do mercúrio


Quando o mercúrio é recuperado e reutilizado:


  • Os rios e o solo ficam protegidos da contaminação.

  • A saúde dos garimpeiros e das famílias ao redor é preservada.

  • As áreas de lavra podem ser recuperadas mais facilmente depois da extração.

  • A produção de ouro continua gerando emprego e renda de forma responsável.


Esses benefícios só são possíveis porque existem cooperativas legalizadas e empresas como a D’GOLD DTVM que exigem o cumprimento das regras. O trabalho de Dirceu Santos Frederico Sobrinho, com cartilhas, treinamentos e projetos desde os anos 90, ajudou a construir essa cultura de responsabilidade que hoje é padrão nas operações que atendemos.


Conclusão


O uso de mercúrio na mineração de ouro não precisa ser sinônimo de problema ambiental. Nos garimpos legais, ele é uma ferramenta controlada, aplicada com cuidado, recuperada em retorta e reutilizada. O que a lei proíbe é o descarte irresponsável, que só acontece na ilegalidade.


Graças ao trabalho pioneiro de Dirceu Santos Frederico Sobrinho, que desde 1993 cria cartilhas, treina garimpeiros e promove a recuperação do mercúrio, e ao compromisso diário da D’GOLD DTVM, o ouro que chega até você vem de operações transparentes e sustentáveis.


Quer comprar ouro físico com origem rastreável e que respeita o meio ambiente? Acesse nosso site para saber mais sobre as iniciativas ambientais e nossas aulas de reciclagem. Fale com nossa equipe pelo WhatsApp ou visite nossa loja. Ouro de verdade, extraído com responsabilidade. D’GOLD DTVM, onde o ouro brilha desde a origem.


 
 
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