Uso seguro do mercúrio na mineração de ouro
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Muita gente ainda associa o mercúrio na mineração de ouro a rios contaminados e danos ao meio ambiente. Mas nos garimpos legais, a história é outra. O mercúrio deve ser usado de forma controlada, recuperado e reutilizado, reduzindo ao máximo qualquer impacto.
Na D’GOLD DTVM, só compramos ouro de cooperativas e garimpos legalizados que seguem regras claras de segurança ambiental.
Neste artigo, explicamos de forma simples e direta o que é permitido e o que é proibido no uso de mercúrio. Vamos mostrar os processos, separar mitos de verdades e contar como profissionais dedicados vêm ensinando boas práticas há décadas. Tudo para você entender que comprar ouro físico de origem rastreável é uma escolha que ajuda a preservar o planeta.
Por que o mercúrio ainda é usado na extração de ouro?
O mercúrio é um metal que “gruda” no ouro. Ele ajuda a separar as partículas finas de ouro do cascalho, da areia ou da argila depois da lavagem. Isso é comum nos garimpos de baixão (ouro aluvionar) e nos garimpos de draga (no leito de rio).
Nos garimpos de baixão, o processo começa com a abertura da área, retirada do material estéril e escavação do cascalho aurífero. Depois vem a seleção, transporte, peneiramento e lavagem em calhas ou carpetes. O mercúrio entra só na etapa final de concentração gravimétrica, quando é preciso capturar o ouro fino.
Nos garimpos de draga, a sucção de sedimentos do rio leva o material para a embarcação, onde passa por classificação, lavagem e concentração. Novamente, o mercúrio é usado apenas na fase de retenção do ouro.
Já nos garimpos de filão (ouro na rocha), o mercúrio também é utilizado, porém somente na etapa final de separação do ouro. Assim como nos outros tipos de garimpo, ele é aplicado de forma controlada e em área separada. O processo envolve perfuração da rocha, desmonte, britagem, moagem e, por fim, a concentração gravimétrica, que pode ser feita tanto com mesas vibratórias ou centrífugas quanto com mercúrio, dependendo da necessidade da operação.
Por isso, o uso do mercúrio depende do tipo de garimpo e acontece sempre apenas na etapa final de concentração do ouro fino, em locais específicos e isolados, longe da natureza. Ele não é usado em larga escala, mas de forma controlada e pontual, justamente para evitar qualquer risco de acidente ou contaminação, garantindo a segurança do trabalhador e a proteção do meio ambiente.
Como funciona o uso seguro do mercúrio nos garimpos legais?
Nos garimpos que fornecem ouro para a D’GOLD DTVM, o processo é feito com controle e responsabilidade. O processo segue estes passos simples:
Aplicação controlada: o mercúrio é colocado apenas sobre o concentrado já lavado, sempre com o uso de EPI. Nunca é jogado no rio, no solo ou espalhado sem necessidade.
Formação do amálgama: o mercúrio se une ao ouro, criando uma pasta densa que separa facilmente o metal precioso do resto do material.
Queima em retorta: a pasta vai para um equipamento chamado retorta. O calor faz o mercúrio evaporar de forma controlada, ele se condensa de volta em líquido dentro do próprio equipamento e é recolhido. O ouro fica separado e pronto para fundição. A grande vantagem da retorta é que nenhum vapor químico é solto na atmosfera, protegendo o meio ambiente e a saúde dos garimpeiros.
Reutilização: o mercúrio recuperado na retorta é guardado com segurança e passa pelo processo de reativação, que permite que ele seja utilizado novamente com a mesma qualidade. Isso diminui significativamente o consumo de mercúrio novo, gera economia para o garimpeiro e evita qualquer perda ou descarte no meio ambiente.
Esses cuidados fazem parte das normas ambientais exigidas nos garimpos legalizados. A D’GOLD DTVM tem grande preocupação com essa questão e só trabalha com cooperativas e garimpos que seguem rigorosamente todas essas práticas de segurança. Nós verificamos atentamente o uso correto do mercúrio, com aplicação controlada, EPI, retorta e reativação, para garantir que o metal não cause impacto nos rios, no solo e na saúde dos garimpeiros.
O pioneirismo de Dirceu Santos Frederico Sobrinho no uso responsável do mercúrio
Há mais de 40 anos, Dirceu Santos Frederico Sobrinho trabalha no setor do ouro com o objetivo de equilibrar produção, meio ambiente e condições dignas para os garimpeiros. Desde 1993, ele criou a primeira cartilha em formato de gibi para ensinar o garimpo sustentável, com foco principal no uso correto do mercúrio e na preservação ambiental.
Em 1992, fundou a Associação dos Mineradores de Ouro do Tapajós (AMOT) e organizou a entrega das primeiras permissões de lavra garimpeira. Junto com o apoio do Governo do Pará e da Comunidade Europeia, produziu cartilhas que ensinavam os garimpeiros a manusear o mercúrio com segurança, recuperar e reciclar o material.
Anos depois, como Secretário Municipal de Mineração e Meio Ambiente de Itaituba (PA), em 2002 e 2006, ele lançou o projeto “Cuide do seu Tesouro”. Com a participação da UNIDO (órgão da ONU), mais de 4 mil pessoas foram treinadas em cuidados com a saúde, preservação do meio ambiente e, principalmente, na utilização correta do mercúrio, incluindo reativação e reciclagem com retortas.
Em 2008, já em São Paulo, Dirceu produziu novas cartilhas e distribuiu para os compradores de ouro, para que o conhecimento chegasse direto aos garimpeiros da região de origem do material. Como presidente da ANORO entre 2014 e 2022, continuou promovendo filmes educativos, cartilhas e boas práticas ambientais.
Hoje, como CEO da D’GOLD DTVM, ele leva essa mesma visão para a empresa: só comprar ouro de operações que seguem esses padrões de responsabilidade.
O trabalho de Dirceu Santos Frederico Sobrinho demonstra na prática que é possível usar o mercúrio na mineração sem contaminar a natureza. Ao longo de mais de três décadas, ele vem ensinando o uso correto do equipamento de proteção individual (EPI), a queima controlada em retorta, que impede a liberação de vapores na atmosfera, e a reativação do mercúrio para que ele seja reciclado e reutilizado diversas vezes, recuperando mais de 99% do material utilizado.
Hoje, a D’GOLD dá continuidade a esse legado por meio de aulas educativas, entrega de maletas/kits completos de reativação e reciclagem para os garimpeiros parceiros, além de materiais didáticos que orientam todo o processo de forma segura e responsável.
Mitos e verdades sobre o uso de mercúrio na mineração
Vamos acabar com algumas ideias erradas que circulam por aí:
Mito: Todos os garimpeiros jogam mercúrio nos rios. Verdade: O garimpeiro legal nunca descarta o mercúrio no meio ambiente. Ele sabe que o mercúrio é prejudicial à saúde e ao meio ambiente, além de ter um alto custo. Por isso, utiliza sempre a retorta para recuperação, faz a reativação e mantém todo o processo em circuito fechado, reutilizando o mesmo mercúrio várias vezes e recuperando mais de 99% do material.
Mito: O mercúrio sempre causa contaminação na natureza. Verdade: Quando usado com controle, aplicação certa e recuperação em retorta, o risco é mínimo. Os projetos educativos de Dirceu Santos Frederico Sobrinho, como as cartilhas e o treinamento com a ONU, os vídeos no site, YouTube e redes sociais, ensinaram milhares de garimpeiros a fazer exatamente isso.
Mito: O garimpo legal não se preocupa com o meio ambiente. Verdade: As cooperativas que vendem para a D’GOLD seguem todas as normas de segurança e meio ambiente. Elas usam GTO (Guia de Transporte do Ouro), possuem licenças válidas e recebem visitas regulares de verificação. Isso garante que o mercúrio seja usado de forma correta, com EPI, circuito isolado, retorta e reativação.
Esses mitos surgem da confusão entre garimpo legal e ilegal. A realidade nos garimpos responsáveis é de controle, educação e recuperação.
O que a lei permite e o que proíbe no uso de mercúrio?
A legislação brasileira é bem clara para proteger o ambiente e as pessoas:
O que é permitido nos garimpos legais
Uso controlado apenas na concentração final do ouro fino.
Recuperação obrigatória do mercúrio com retortas ou equipamentos semelhantes.
Reutilização do mercúrio recuperado.
Registro completo da operação, nota fiscal e documentos de origem.
O que é proibido
Descarte direto no solo, rios, lagos ou qualquer corpo d’água.
Uso sem recuperação ou sem equipamentos de controle.
Operação sem licenças ambientais e minerárias válidas.
Qualquer prática que gere contaminação ou risco à saúde dos trabalhadores e comunidades.
A D’GOLD DTVM aplica a Prevenção à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento do Terrorismo (PLD-FTP) em todas as etapas, incluindo o “Conheça Sua Lavra Mineral” (KYM). Isso significa verificar a origem, as licenças e a regularidade de cada lote antes de comprar.
Rastreabilidade: da lavra até o ouro físico que chega até você
O ouro que chega à D’GOLD DTVM passa pela Guia de Transporte do Ouro (GTO). O garimpeiro registra a geolocalização, a quantidade extraída e os documentos da área. A empresa faz visitas frequentes para confirmar que as práticas, incluindo o uso de retortas, estão corretas.
Depois da compra, o material bruto é transportado para a refinaria MARSAM, em São Paulo. O cliente recebe o ouro físico real, com nota fiscal e total transparência.
Reativação e reciclagem do mercúrio: como recuperar, reutilizar e proteger o meio ambiente
Depois de usar o mercúrio na concentração do ouro, chega o momento mais importante: a recuperação e a reativação. Na D’GOLD, entregamos kits completos de reciclagem para os garimpeiros parceiros, com todos os materiais e instruções necessárias para reativar o mercúrio de forma simples, segura e eficiente.
O processo começa já na lavagem. Todo o circuito onde o mercúrio é usado deve ser isolado, nada de contato direto com o igarapé ou o solo. Os garimpeiros trabalham com EPI completo (luvas, máscaras e botas de borracha) e batem o material rico dentro de uma piscina de alvenaria ou forrada com lona impermeável. Isso cria um sistema fechado que impede qualquer vazamento.
Após formar o amálgama, a queima acontece na retorta bem vedada. O cano deve ficar mergulhado no fundo de um copo com água e o fogo deve ser médio, para evitar evaporação excessiva. Com isso, o mercúrio se condensa, é recolhido puro e o ouro sai limpo e pronto para fundição.
A reativação (reciclagem) é o passo seguinte e muito fácil. Coloque água e sal no pote de vidro (cerca de 10% de sal em relação ao peso do mercúrio). Despeje o mercúrio usado. Use uma bateria comum, dois fios de cobre, uma haste de grafite e papel absorvente. Um fio encosta no mercúrio e o outro, com o grafite, fica na solução salina sem tocar no mercúrio. Em apenas 20 minutos a solução fica turva e o mercúrio é reativado. Basta retirar o excesso de água, secar com papel absorvente e ele está pronto para ser usado novamente.
Com os kits que entregamos, o garimpeiro evita comprar mercúrio novo o tempo todo, economiza recursos e mantém um circuito limpo do início ao fim. Além da economia, o maior ganho é ambiental e de saúde: o mercúrio não contamina o solo, os rios, as plantas nem os animais, e o garimpeiro se protege de riscos como problemas neurológicos.
Essa prática responsável faz parte do dia a dia das cooperativas que trabalham com a D’GOLD DTVM e mostra na prática que é possível extrair ouro de forma consciente, cumprindo as leis ambientais e cuidando do futuro das comunidades garimpeiras.
Os benefícios reais da recuperação do mercúrio
Quando o mercúrio é recuperado e reutilizado:
Os rios e o solo ficam protegidos da contaminação.
A saúde dos garimpeiros e das famílias ao redor é preservada.
As áreas de lavra podem ser recuperadas mais facilmente depois da extração.
A produção de ouro continua gerando emprego e renda de forma responsável.
Esses benefícios só são possíveis porque existem cooperativas legalizadas e empresas como a D’GOLD DTVM que exigem o cumprimento das regras. O trabalho de Dirceu Santos Frederico Sobrinho, com cartilhas, treinamentos e projetos desde os anos 90, ajudou a construir essa cultura de responsabilidade que hoje é padrão nas operações que atendemos.
Conclusão
O uso de mercúrio na mineração de ouro não precisa ser sinônimo de problema ambiental. Nos garimpos legais, ele é uma ferramenta controlada, aplicada com cuidado, recuperada em retorta e reutilizada. O que a lei proíbe é o descarte irresponsável, que só acontece na ilegalidade.
Graças ao trabalho pioneiro de Dirceu Santos Frederico Sobrinho, que desde 1993 cria cartilhas, treina garimpeiros e promove a recuperação do mercúrio, e ao compromisso diário da D’GOLD DTVM, o ouro que chega até você vem de operações transparentes e sustentáveis.
Quer comprar ouro físico com origem rastreável e que respeita o meio ambiente? Acesse nosso site para saber mais sobre as iniciativas ambientais e nossas aulas de reciclagem. Fale com nossa equipe pelo WhatsApp ou visite nossa loja. Ouro de verdade, extraído com responsabilidade. D’GOLD DTVM, onde o ouro brilha desde a origem.


