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Ouro ativo financeiro no Brasil

  • há 1 dia
  • 6 min de leitura

Atualizado: há 12 horas

No vasto e dinâmico mercado de ouro brasileiro, o ouro ativo financeiro emerge como uma ferramenta essencial que une a tradição milenar do metal precioso à estrutura regulatória moderna, promovendo não apenas segurança econômica, mas também práticas sustentáveis e transparentes. 


Essa modalidade permite que o ouro físico seja classificado e negociado como um instrumento financeiro, oferecendo aos investidores uma reserva de valor tangível em meio às incertezas globais, como flutuações cambiais, inflação e instabilidades geopolíticas. 


Na D'GOLD DTVM, nosso compromisso vai além da simples comercialização: focamos no ouro físico proveniente de fontes legais, com ênfase em rastreabilidade total, sustentabilidade ambiental e parcerias éticas com cooperativas de cooperativas de mineração. Essa abordagem reflete os princípios de honestidade e responsabilidade que guiam o setor, transformando o ouro não apenas em um ativo, mas em um vetor de desenvolvimento responsável para o Brasil.


Historicamente, o ouro tem sido um pilar da economia brasileira desde os tempos coloniais, quando ciclos de mineração moldaram regiões inteiras do país. No entanto, foi apenas nas últimas décadas que o conceito de ouro ativo financeiro ganhou forma, impulsionado por reformas legislativas que visavam combater a informalidade e o contrabando. 


De acordo com dados históricos, na década de 1980, o Brasil enfrentava um cenário onde até 71% da produção de ouro era desviada ilegalmente para mercados paralelos, como o Uruguai, prejudicando a balança comercial e as reservas cambiais. Foi nesse contexto que entidades como a Associação Nacional do Ouro (ANORO), fundada em 1986, desempenharam um papel essencial, advocando por mudanças que elevassem o ouro a um status financeiro regulado, acessível e seguro.


ouro ativo financeiro

O conceito de ouro ativo financeiro


O ouro ativo financeiro é definido pela legislação brasileira como o ouro destinado ao mercado financeiro ou à execução da política cambial e monetária, conforme estabelecido na Lei 7.766/1989 e no artigo 153, parágrafo 5º, da Constituição Federal de 1988. 


Essa classificação distingue o ouro de sua forma como mera commodity, utilizada em indústrias como joalheria ou eletrônicos, e o eleva a um instrumento sujeito exclusivamente ao Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) na origem, simplificando a tributação e facilitando sua circulação por instituições autorizadas pelo Banco Central do Brasil (BCB). Em essência, trata-se de ouro físico que, ao ser adquirido de fontes legais e refinado com padrões de pureza elevados, pode ser negociado como um ativo, oferecendo liquidez e proteção patrimonial sem os entraves burocráticos de outros impostos, como ICMS ou ISS.


A evolução desse conceito remonta aos anos 1970 e 1980, período marcado por descobertas significativas, como a de Serra Pelada em 1978, que impulsionou a produção garimpeira para 70% do total nacional. No entanto, a falta de regulamentação levava a um mercado dominado por contrabando e ineficiências. 


A ANORO, congregando empresas, instituições e profissionais do setor, foi instrumental nessa transformação. Fundada em 1986, a associação contribuiu para esclarecer e orientar medidas legislativas, como a quebra do monopólio da Caixa Econômica Federal na comercialização de ouro garimpeiro, estabelecida pela Portaria 43 de 1981. 


Essa mudança permitiu que Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários (DTVMs), como a D'GOLD, entrassem no mercado, reduzindo o contrabando de 36 toneladas para meros 500 quilos anuais no Uruguai, e elevando as reservas cambiais do país para US$ 40 bilhões até o início dos anos 1990.


Além disso, a ANORO participou ativamente da Assembleia Nacional Constituinte de 1988, onde defendeu a inclusão do ouro como ativo financeiro no texto constitucional. Essa conquista não foi mero formalismo: ela pavimentou o caminho para a internacionalização do mercado brasileiro, com a criação de bases para certificação de barras de ouro produzidas no país e acordos de cooperação técnica com a Agência Nacional de Mineração (ANM, antigo DNPM). 


Diferenças em relação a outros ativos de ouro


Uma das distinções cruciais do ouro ativo financeiro reside em sua natureza física e tangível, contrastando com investimentos em papéis ou derivativos. Enquanto opções como fundos de ETF ou contratos futuros permitem apostas na variação de preços sem posse real do metal, o ouro ativo financeiro envolve a aquisição direta do ouro refinado, com pureza de 999 ou 999.9, sendo o 999 o padrão mais comum na D'GOLD. Isso significa que o investidor não está meramente especulando; ele possui um ativo real, que será resgatado fisicamente, oferecendo uma camada adicional de segurança contra riscos sistêmicos.

Investimentos em papéis, por exemplo, representam apenas uma promessa de valor atrelada ao ouro, sem garantia de entrega física. Em cenários de turbulência, como crises financeiras globais, esses instrumentos podem sofrer com volatilidades amplificadas ou problemas de liquidez, enquanto o ouro físico mantém sua integridade como reserva de valor. 


De acordo com relatos históricos, durante a década de 1970, o preço do ouro saltou de US$ 34 para US$ 860 por onça-troy devido ao influxo de petrodólares, demonstrando sua resiliência. 


No Brasil, a classificação como ativo financeiro assegura benefícios fiscais, como isenção de impostos sobre ganhos de capital até certos limites, mas exige conformidade rigorosa com normas de origem e rastreabilidade para evitar associações com o mercado ilegal.


Na D'GOLD, enfatizamos essa diferença ao lidar exclusivamente com ouro físico, adquirido de cooperativas legalizadas e refinado na Marsam, em São Paulo. Isso não só mitiga riscos associados a derivativos especulativos, mas também alinha o investimento a princípios éticos, promovendo a formalização de garimpeiros e a sustentabilidade ambiental. 

 

Funcionamento no mercado de ouro brasileiro


O funcionamento do ouro ativo financeiro no Brasil é regido por um ecossistema integrado de regulamentações do BCB, Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e ANM, que garante transparência desde a extração até a comercialização. 


Na D'GOLD DTVM, o processo inicia com a aquisição de ouro bruto de cooperativas de mineração operando em áreas autorizadas pela Permissão de Lavra Garimpeira (PLG). Esses produtores entregam o material com Nota Fiscal Eletrônica (NF-e).


Uma vez adquirido, o ouro é transportado via logística para a refinadora Marsam, onde passa por processos avançados para atingir pureza de 999 ou 999.9. Essa etapa é vital, pois transforma o ouro bruto em ouro fino 999 negociável, pronto para venda interna ou exportação. 


Central a esse fluxo é o programa de rastreabilidade GTO (Guia de Transporte do Ouro), utilizando blockchain e aplicativos móveis, o GTO registra todos os detalhes: geolocalização da extração via GPS, quantidade extraída, licenças ambientais e análises de impacto. Cada lote recebe um QR Code que permite verificação instantânea por compradores ou autoridades, garantindo que o ouro provenha de fontes legais e sustentáveis. 


Visitas frequentes às áreas de extração reforçam a conformidade, protegendo os trabalhadores de abordagens do mercado ilegal e promovendo práticas como a recuperação de mercúrio, um elemento caro e reutilizável.


Esse sistema não só atende a normas como a Lei 12.844/2013, que modernizou as regras de compra de ouro, mas também integra iniciativas, como o Cadastro Nacional dos Garimpeiros (2016), que formaliza milhares de trabalhadores, facilitando acesso a serviços bancários e melhores condições laborais. 


O ouro ativo financeiro opera como uma cadeia valorizada, onde cada elo, da extração ao refino, é auditado para maximizar transparência e eficiência.


Benefícios éticos e econômicos


Os benefícios do ouro ativo financeiro transcendem o âmbito financeiro, ancorando-se em pilares éticos, ambientais e sociais que fortalecem toda a cadeia produtiva. 


Economicamente, ele atua como um hedge eficaz contra inflação e instabilidades, com valorizações históricas notáveis, como o aumento de 18% em 2024, conforme a London Bullion Market Association (LBMA). Para investidores, isso significa yields atrativos em ciclos de alta, com a vantagem de tributação simplificada via IOF, tornando-o uma opção acessível para diversificação de portfólios.


Do ponto de vista ético, a rastreabilidade total, como implementada no GTO, combate o ouro ilegal, que muitas vezes financia atividades criminosas e degrada o meio ambiente. 

Na D'GOLD, parcerias com cooperativas garantem pagamentos justos via contas bancárias próprias, superando barreiras que garimpeiros enfrentam em bancos tradicionais. Isso reflete a filosofia do fundador Dirceu Frederico Sobrinho, que, desde os anos 1980, profissionalizou o setor ao criar cooperativas internas livres de drogas e armas, distribuindo cartilhas educativas sobre saúde, meio ambiente e uso seguro de mercúrio.


Ambientalmente, o modelo promove sustentabilidade: práticas como reflorestamento de áreas exploradas, com projetos que replantam milhares de árvores, e recuperação de mercúrio evitam contaminação. Esses esforços não só preservam biomas como a Amazônia, mas também geram impactos sociais positivos, humanizando o trabalho garimpeiro com foco em segurança, apoio familiar e condições dignas.

Socialmente, o ouro ativo financeiro fomenta inclusão: ao formalizar garimpeiros, ele aumenta a arrecadação de impostos, financia o desenvolvimento local e cria empregos legais. 


O anuário "Gold Brasil", fornece estatísticas globais e nacionais, destacando como o Brasil, com produção de cerca de 97 toneladas em 2018, pode elevar sua posição no ranking mundial ao priorizar práticas responsáveis. Em última análise, investir em ouro ativo financeiro via D'GOLD significa apoiar um ecossistema que beneficia comunidades, preserva recursos naturais e fortalece a economia nacional.


Perspectivas futuras


Olhando para o futuro, as perspectivas são otimistas. Projeções indicam crescimento do setor para US$ 7 bilhões em ativos até 2030, impulsionado por demandas globais por ouro responsável.


Conclusão


O ouro ativo financeiro redefine o panorama do mercado de ouro no Brasil, harmonizando a solidez inerente do metal com uma estrutura financeira ética e regulada. Na D'GOLD DTVM, ele transcende o investimento tradicional, servindo como instrumento de transformação que fomenta rastreabilidade, sustentabilidade ambiental e inclusão social. 


Ao escolher o ouro físico refinado com pureza garantida e origem verificada, os investidores não apenas protegem seu patrimônio contra incertezas, mas também contribuem para um setor mais formal e responsável. 


Em um mundo volátil, o ouro ativo financeiro representa estabilidade tangível como uma oportunidade para preservar valor enquanto constrói um futuro mais justo. 


Contate-nos para explorar como integrar esse ativo ao seu portfólio de forma segura e estratégica.


 
 
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